A gestão hídrica de agora, garantindo o futuro

A gestão hídrica de agora, garantindo o futuro

A gestão hídrica de agora, garantindo o futuro

Os temas fundamentais presentes no XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos apontam para o impacto de mudanças climáticas e a importância de iniciativas certeiras. É o presente contribuindo para assegurar o futuro da água e do planeta. O evento acontece no Expominas, em Belo Horizonte

Discussões de peso em torno do futuro da água e das boas políticas de gestão hídrica seguem dando o tom do  XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que acontece até sexta-feira (26.11), no Expominas, em Belo Horizonte. A chamada Lei das Águas do Brasil, considerada um avanço para o segmento, é um dos temas em destaque, no evento promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), em correalização com o Governo de Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e outras entidades parceiras.

Na mesa redonda “Os 25 anos da Lei 9433: efetividade dos instrumentos e eficiência econômica”, o  diretor do Departamento de Recursos Hídricos e Revitalização de Bacias do Ministério do Desenvolvimento Regional, Wilson Rodrigues de Melo Júnior, destacou a importância do marco hídrico – que completa um quarto de século em janeiro de 2022 – na promoção de segurança hídrica, assegurando a oferta de água para os vários usos. “É um plano de gestão para que se faça uma operação adequada das infraestruturas já implantadas, além de um programa de eficiência no uso do recurso hídrico em que se espera reconhecer e dar o selo àqueles usuários de água colaborativos no uso eficiente, reduzindo perdas”, mencionou.

 

Mudanças climáticas em pauta


Os impactos de fatores como o aquecimento global para o gerenciamento hídrico também fazem parte da intensa e produtiva programação do Simpósio. A mesa redonda “Mudanças Climáticas: O que sabemos e o que esperar?”, reuniu três grandes palestrantes: José Marengo, coordenador geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – Cemaden; Tércio Ambrizzi, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Mudanças Climáticas da USP e Sin Chan Chou, chefe da Divisão de Modelagem Numérica do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A troca de ideias deixou claro o quanto a atividade humana vem interferindo no equilíbrio ambiental, o que traz sérias consequências econômicas e sociais. Ainda mais nos países com altos índices de pobreza e desigualdade social, como é o caso do Brasil. A importância e eficiência dos modelos numéricos para a projeção de mudanças climáticas também foi trazida à baila.

Assunto que, por sinal, também norteou a conferência “Construindo com a natureza: alternativas para adaptação às mudanças climáticas e mitigação de impactos”, ministrada por Bregje van Wesenbeeck, consultora altamente experiente no desenvolvimento de grandes projetos ambientais. Ela falou sobre os trabalhos de medição dos ecossistemas que são realizados em situações extremas há 10 anos e que usam modelos numéricos para aumentar a capacidade de previsão.

O diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, foi o conferencista sobre o tema “Segurança Hídrica Urbana Face às Mudanças Climáticas”. Ele defendeu a implementação de ações adaptativas, com ênfase em aspectos como a redução de perdas, a demanda consciente, campanhas de uso racional e incentivo de reuso. “Medidas fundamentais para superar uma década de crise hídrica e nos precaver quanto ao futuro”, afirmou.

Outros pontos altos do Simpósio
Confira outros momentos importantes do evento:

 

  • Políticas de monitoramento: a importância das ações de acompanhamento da qualidade das águas foi abordada no workshop “Qualidade das águas no Estado de Minas Gerais, frente aos empreendimentos do setor minero industrial”. A iniciativa oferecida pela FIEMG enfocou o programa governamental que visa  garantir água de qualidade e quantidade para os usuários do Estado;
  • Rumo ao 9º Fórum Mundial da Água: a preparação para o maior evento global sobre a água segue durante todo o evento. A gestão internacional de recursos hídricos foi um dos temas abordados na sequência de reuniões paralelas que se antecipam ao evento;
  • Avanços com o apoio da tecnologia: na conferência “Inovações, desafios e perspectivas em monitoramento espacial dos recursos hídricos”, o professor  de Hidrologia Global e líder de Hidrologia da NASA na missão do satélite de Águas Superficiais e Topografia Oceânica (SWOT), Tamlin Pavelsky, revelou detalhes da iniciativa. O objetivo é realizar o primeiro levantamento global da superfície da água da Terra, estudando as correntes oceânicas em escala fina. O projeto também ajudará a medir os efeitos da mudança climática na água do planeta.

Até sexta-feira, 26.11, o XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos seguirá em formato híbrido trazendo discussões sobre a água, um recurso fundamental para as novas gerações e o futuro do planeta. Para o público em geral, estão disponibilizadas 40 atividades gratuitas, transmitidas pelo canal do YouTube da Associação. Para acessar o evento, veja aqui: https://eventos.abrh.org.br/xxivsbrh/

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