As muitas facetas da gestão hídrica

As muitas facetas da gestão hídrica

As muitas facetas da gestão hídrica


Questões ambientais, financiamentos e perspectivas no coletivo:  o XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos se debruça sobre os múltiplos

olhares necessários para abordar a temática da água

A gestão da água sob diversas óticas esteve em foco na programação do XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em andamento até sexta-feira (26.11), no Expominas, em Belo Horizonte. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), em co-realização com o Governo de Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e outras entidades parceiras. 

Na conferência “Empoderamento da próxima geração de tomadores de decisões relacionadas à gestão da água – patrimônio adaptativo”, Jim Perry, professor de qualidade da água e gestão ambiental da Universidade de Minnesota (EUA), falou sobre os dilemas do manejo hídrico em áreas protegidas. O especialista apontou que as mudanças culturais apontam para novos desafios presentes na preservação de áreas protegidas, bem como de seus recursos hídricos, exigindo atenção das políticas governamentais e da sociedade como um todo. “As paisagens estão evoluindo e certos lugares não atendem mais a alguns critérios de proteção. Então, temos um dilema. Isso significa que não precisamos mais protegê-lo?”, provocou o pesquisador.


O olhar brasileiro sobre reservatórios e financiamento

Uma importante base para a abordagem foi trazida por Sergio Koide, engenheiro civil e professor da Universidade de Brasília, que esteve à frente da conferência “Reservatórios: perspectivas ambientais, regularização, usos múltiplos, o reservatório em sua bacia”. Em sua fala, destacou  o Plano de Recuperação dos Reservatórios de Água do Brasil, que deve ocorrer até abril de 2022, conforme definição da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). “É preciso repensar a forma de ocupação das bacias e os usos múltiplos dos reservatórios que são peças chaves para a garantia das estruturas hídricas”. Quando localizados nas proximidades urbanas, diz Koide, os reservatórios levam a uma oportunidade ímpar para a realização de estudos e pesquisas.

Outros pontos altos do Simpósio

Confira mais momentos importantes do evento:

  • O papel da ciência e da inovação: destacando a umidade do solo como um dos componentes mais importantes do ciclo hidrológico, Binayak Mohanty – professor regente e presidente do COALS em Engenharia Biológica e Agrícola/Gestão da Água e Ciências Hidrológicas na Texas A&M University, College Station (EUA) –  enfocou, em sua exposição, o uso de sensoriamento remoto por satélite como uma ferramenta para estudar a umidade e a hidráulica do solo e a evapotranspiração em diferentes escalas;
  • A poluição em debate: a mesa redonda “Como reduzir a poluição difusa nas cidades?” trouxe a visão de especialistas sobre esse fenômeno, que pode ser considerado um dos grandes vilões dos recursos hídricos. Participaram: José Rodolfo Scarati (USP), Newton Célio Becker Moura (UFC), Marina Batalini de Macedo (USP) e Juliana Alencar (USP);
  • Saneamento básico em foco: financiamento para a universalização do saneamento básico no Brasil foi o tema discutido por representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal (CEF), Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e Banco do Nordeste do Brasil S.A (BNB) que, na ocasião, ressaltaram a deficiência do acesso universal à água e esgoto e apontaram as possíveis soluções para uma mudança de cenário. Participaram: Wesley Márcio Gonçalves Maciel, (Banco do Nordeste), Victor Bastos Lima (BDMG), Letícia Barbosa Pimentel (BNDES), Vladimir Bezerra Monteiro de Brito (Caixa) e Gabriel Azevedo, chefe da Divisão de ESG do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), como moderador;
  • Gerenciamento de conflitos: o conflito pelo uso de recursos hídricos pode ocorrer por diversos fatores. A questão foi debatida sob diversas perspectivas em webinar por agentes experientes em dinâmicas resolutivas. Participaram: Marcelo Fonseca, (diretor geral – IGAM), Tobias Tiago Pinto Vieira (coordenador – CTOC do CBH Paracatu) e Rodrigo Flecha, (coordenador técnico – UNESCO-BIRD) e Valmir de Albuquerque Pedrosa, (professor titular – UFAL – como moderador);
  • Rumo ao 9º Fórum Mundial da Água: a preparação para o maior evento global sobre a água segue durante todo o Simpósio. A experiência trazida pela pandemia do novo coronavírus com relação ao monitoramento dos esgotos como ferramenta epidemiológica teve abordagens na sequência de reuniões paralelas que se antecipam ao evento internacional.

O XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos segue durante a semana em formato híbrido, trazendo discussões sobre a água, um recurso fundamental para as novas gerações e o futuro do planeta. Para o público em geral, estão disponibilizadas dezenas de  atividades gratuitas, transmitidas pelo canal do YouTube da Associação. Para acessar o evento, veja aqui: https://eventos.abrh.org.br/xxivsbrh/

*A ABRHidro agradece a participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Governo Federal como patrocinadores na edição XXIV SBRH 2021

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