Evento: Água, Território e Música: Os sons da Água na Arquitetura da Paisagem

Evento: Água, Território e Música: Os sons da Água na Arquitetura da Paisagem

Água, Território e Música: Os sons da Água na Arquitetura da Paisagem

30 de setembro
9h30-13h00

Ficha de inscrição

Enquadramento do evento

Este evento enquadra-se nas atividades a promover pela Comissão Água, Território e Cultura, APRH. Associa-se às Comemorações Jornadas Europeias do Património 2022.

Aborda o tema da Água e do Território numa estreita articulação com o som e a Música na Paisagem. Explora a racionalidade de gestão deste recurso como fator de desenvolvimento e coesão territorial, numa perspetiva global e integrada do ciclo hidrológico, no espaço e no tempo.

Recorre-se à história particular do ambiente mediterrânico, cujo fenótipo está estreitamente ligado ao ciclo da água, constituindo o binómio disponibilidade / uso um equilíbrio frágil, mas determinante para a vivência das comunidades.

Dá-se destaque à condicionalidade de reservas de água na sua relação com o ordenamento do território, focando-se em como esta foi sendo alterada à medida que a intervenção humana artificializou fluxos e generalizou acessos, como indicadores fundamentais de qualidade de vida, mas também abrindo possibilidades de usos e atividades humanas até então inviáveis.

Recorre-se, em paralelo, à abordagem da microescala da arte dos jardins, onde a água tem uma presença indispensável, como promotora de vida. A água é abordada como origem do engenho das soluções de captação, sua condução e distribuição, mas também no contexto do seu uso criativo para deleite e fruição dos sentidos (audição, visão, bem-estar).

Explora-se a sonoridade do movimento da água em cada território, natural ou construído, como elemento de excelência para quem vive o jardim, seja a par dum convívio animado ou no recato da leitura de um livro. A arquitetura paisagista privilegia também a criação de espaços, normalmente com características cénicas criteriosamente selecionadas, onde o som integra o cenário da paisagem, numa profusão única se sensações múltiplas.

Dessa combinação surge, em potência, na escuta de cada um, uma dada musicalidade a que o campo imaterial da composição sonora nos leva, seja no contexto particular da construção do jardim ou, simplesmente, resultante da vivência natural do elemento água nas paisagens que habitamos.

Analisam-se neste evento todas estas sinergias num momento de debate e envolvimento, orientado para uma plateia presencial, que promove a compreensão da relevância da água enquanto recurso fundamental ao desenvolvimento, mas mostrando que a sua gestão tem de ser entendida quer na especificidade concreta de cada território ou lugar, quer no conjunto de territórios que compõem uma nação.

Público-alvo: Pessoas e parceiros ligados ao Museu da Música e à cultura; entidades públicas e privadas associadas à Gestão da Água e do Território, à educação, designadamente entidades parceiras da APRH, a Direção Geral do Território-DGT, a Agência Portuguesa do Ambiente, Universidades e Escolas Secundárias especialmente no âmbito das disciplinas ligadas às artes, incluindo a Música, à Arquitetura Paisagista e ao tema do Ordenamento e Gestão do Território e do Ambiente. Jornalistas de órgãos de comunicação social. Organizações não governamentais e público em geral.

Apoios/entidades representadas: Museu Nacional da Música, Direção Geral do Território.

Programa

9:30- 10:00    Sessão de abertura

  1. Edward Ayres de Abreu – Diretor Museu Nacional da Música, Ministério da Cultura
  2. Representante da Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos- APRH *
  3. Fernanda do Carmo, Direção Geral do Território *
  4. Maria Vale – Comissão Especializada Água Território e Cultura, APRH/ Investigadora, DGT

* a confirmar

10:00 – 10:30

“Sem Água como ouviríamos a Paisagem?”, Fátima Bacharel, Direção Geral do Território- DGT.

Fátima Bacharel é Doutorada em Artes e Técnicas da Paisagem pela Universidade de Évora, Mestre em Ordenamento do Território e Planeamento ambiental pela Universidade Nova de Lisboa e licenciada em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora. É autora de um vasto conjunto de comunicações e diversas publicações sobre os temas do ordenamento do território, com destaque para as dinâmicas territoriais e a valorização da paisagem, em numerosas reuniões, seminários, encontros e conferências nacionais e internacionais, comissões, fóruns e grupos de trabalho. Exerceu durante treze anos o cargo de Diretora de Serviços de Ordenamento do Território da Comissão de Coordenação da Região do Alentejo (CCDRA) e atualmente desempenha funções na Direção Geral do Território associadas às matérias da paisagem.

10:30- 11:00

Intervalo para café

11:00- 11:30

A água e a melodia na conceção do jardim”, Teresa Bettencourt da Camara, CML.

Teresa Bettencourt da Camara é licenciada em Arquitetura Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia e doutorada em Arquitetura Paisagista e Ecologia Urbana pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. É autora de várias publicações em livros e revistas científicas. Enquanto profissional liberal, dedicou-se à área de projeto e ao trabalho de investigação, no âmbito da história da profissão. Como quadro de organismos estatais desenvolveu a sua atividade quer na inventariação de espaços verdes, no Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA), quer ao nível do projeto e manutenção de jardins (DGPC). Atualmente trabalha no Gabinete de Projeto de Estrutura Verde da Câmara Municipal de Lisboa.

11:30- 12:00

” Sons da Água na Paisagem”, Cristina Aleixo, Museu Nacional da Música.

Cristina Aleixo iniciou os seus estudos musicais nos Cursos de Iniciação Musical da Fundação Calouste Gulbenkian. Concluiu o Curso Superior de Piano, na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, em 1985, a licenciatura em Biologia, pela Faculdade de Ciências da Universidade Clássica de Lisboa em 1987, uma pós-graduação em Artes Musicais – variante Música de Câmara, na Universidade Nova de Lisboa em 2006 e, em 2021 o curso de Iniciação à Museologia e Museografia (10.ª edição). Finalista em vários concursos, recebeu o 3º prémio no V Concurso Nacional de Música de Braga e o prémio Luís Costa (melhor interpretação de peça obrigatória); 1º prémio no Concurso de Piano “Helena Marques”; Prémio de Piano “Teresa Vieira”. De 1989 a 2013 exerceu funções, como Técnica Superior, no Laboratório de Microbiologia Alimentar do Departamento de Tecnologia das Indústrias Alimentares do INETI. De 2013 a 2021 foi Responsável Técnica do Laboratório de Microbiologia Agro-Industrial do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, IP). Ao longo da sua carreira foi representante nacional em diversos grupos internacionais, nomeadamente nos Laboratórios Europeus de Referência (em 5 áreas de especialidade) e na ENGL (Rede Europeia de Laboratórios OGM). É, desde 2021, Técnica Superior no Museu Nacional da Música.

12:00- 12:30

“Água em música: de que forma e por que razão?”, Edward Ayres de Abreu, Museu Nacional da Música / INET-md, Centro de Estudos em Música e Dança

Edward Ayres de Abreu: Musicólogo, compositor e gestor, Edward Ayres de Abreu é diplomado pela Escola Superior de Música de Lisboa (Composição, licenciatura), Universidade NOVA (Ciências Musicais, mestrado e doutoramento) e AESE Business School (Executive MBA). Ao longo do seu percurso académico foi bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Imprensa Nacional — Casa da Moeda e da AESE Business School. Como musicólogo foi distinguido com o 2.º Prémio do Concurso Otto Mayer-Serra (2017) da Universidade da Califórnia, Riverside, e com o Prémio Joaquim de Vasconcelos (2019) da Sociedade Portuguesa de Investigação em Música, e tem colaborado com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Nacional de São Carlos e a Casa da Música. Fundou e dirigiu (2009-2022) o MPMP Património Musical Vivo, plataforma distinguida com o Prémio de Música Sequeira Costa (2018). No âmbito do MPMP concebeu e coordenou diversos projetos editoriais e de programação musical, sendo também neste contexto Diretor da revista Glosas. É, desde 2021, 2.º Vogal da Direcção da Sociedade Portuguesa de Investigação em Música. Inicia em Setembro de 2022 as funções de Diretor do Museu Nacional da Música.

12:30-13:00

Momento musical pelo Duo “Preto no Branco” (Cristina Aleixo / Nuno Félix).

Duo “Preto no Branco”: Este Duo apresentou-se em público no Palácio da Independência em julho de 2007, e desde então, regularmente, no Jardim Botânico da Ajuda, Museu Nacional da Música, Centro Cultural de Cascais, Palácio Nacional da Ajuda, com uma programação bastante eclética.

Do seu repertório constam peças variadas de Bach a Piazzola, passando por Mozart, Schubert, Schumann, Grieg, Chopin, Debussy, Fauré, Ravel, Tchaikovski, Foster, Milhaud, Satie, Scott Joplin, Gershwin, entre outros. Os concertos comentados, pensados para estimular o interesse e o gosto pela Música visam promover a divulgação de repertórios e de compositores, ainda que menos conhecidos, de uma forma diferente, acessível, e até mesmo divertida.

Interpretam a quatro mãos as peças:

Camille Saint-Saëns, Une nuit à Lisbonne

Claude Debussy, Petite suite: “En bateau”

Camille Saint-Saëns, Le carnaval des animaux: “Aquarium”; “Le cygne”

13:00     Encerramento da Sessão